FITOMEDICAMENTO

Introdução

Uso de plantas medicinais no cuidado de feridas

Há séculos, os principais aliados dos profissionais da área da saúde no processo de cura são os remédios elaborados a partir do extrato de vegetais. Nota-se na História da Medicina que os medicamentos tiveram, na sua maioria, origem na observação do uso das plantas pela população.

A procura pelos medicamentos fitoterápicos vem aumentando nas últimas décadas, por ser uma terapêutica factível, decorrente da redução nos riscos de iatrogenia (mas não da sua ausência) e dos efeitos colaterais, já que – de certa forma – foram amplamente testados na prática popular. Os trabalhos de pesquisa nessa área têm demonstrado que, além da eficácia comprovada, a relação custo-benefício desses produtos torna-os mais acessíveis à população. Neste contexto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incentiva o uso desse tipo de terapia, partindo do princípio de que os avanços tecnológicos do mundo moderno alcançam menos de 33% da humanidade, sendo os fitoterápicos na forma de remédios caseiros uma necessidade premente para a maior parte da população.

Marcos Antonio Drumond, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), referindo-se às plantas brasileiras da caatinga, disse: “Este bioma é como uma verdadeira farmácia viva, na qual a maioria das espécies é destacada por inúmeras utilizações na medicina caseira e outras”.

A biodiversidade do nosso país ainda não é conhecida com precisão, mas sabe-se que é o país com a maior diversidade vegetal do planeta. Estima-se que tenhamos 200.000 a 250.000 espécies vegetais, e cerca de 0,5% havia sido investigado quanto às suas propriedades medicinais até 1993. Considera-se que metade delas esteja em florestas tropicais e, destas, metade tenha propriedades medicinais. Apesar de cerca de 50.000 a 55.000 espécies estarem catalogadas, menos de 1% é estudado adequadamente: algo em torno de 375 plantas pesquisadas (Lima, 2009).

O Ministério da Saúde tem apoiado investigações científicas das plantas medicinais. Em 10 de janeiro de 1994, designou duas subcomissões da Comissão Permanente de Farmacopeia Brasileira para elaborar normas sobre fitoterápicos e monografias de plantas medicinais. Em 6 de abril do mesmo ano, criou o Grupo de Estudos de Produtos Fitoterápicos. Esse grupo, em 31 de janeiro do ano seguinte, elaborou a Portaria SVS nº 6, que institui e normatiza os fitoterápicos.

Com a formalização da fitoterapia, todo princípio ativo das plantas é estudado tanto na parte agronômica quanto fitoquímica e farmacológica.

Para que um medicamento fitoterápico se torne um produto prescrito pela classe médica, deve passar por rigorosos estudos e avaliações para a comprovação da efetividade do princípio ativo envolvendo qualidade, segurança e eficácia em humanos, sendo esses os mesmos critérios utilizados para os produtos de origem sintética.

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