DÚVIDAS FREQUENTES

O que é fitoterapia?

Fitoterapia é o uso de plantas medicinais para fins terapêuticos. As plantas sempre foram usadas pela humanidade, seja para enfeitar, alimentar, proteger, seja para curar as enfermidades. O seu uso terapêutico é tão antigo quanto o Homo sapiens e é encontrado em praticamente todas as civilizações ou grupos culturais conhecidos.

Qual é a diferença entre um medicamento fitoterápico e um fitofármaco?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o fitoterápico é todo medicamento elaborado de plantas medicinais, respeitando o seu fitocomplexo integral. Por exemplo: o guaraná em pó em cápsulas, comprimidos ou tintura. Já o fitofármaco é todo medicamento elaborado de princípio(s) ativo(s) isolado(s) de plantas medicinais. A digoxina (Digitalis purpurea), utilizada para problemas cardíacos, é um exemplo.

Como os fitoterápicos e as plantas medicinais podem auxiliar no tratamento de feridas?

O uso de fitoterápicos no tratamento de feridas constitui um grande aliado terapêutico que vem sendo utilizado no atendimento aos portadores de lesões há muitos anos, com excelentes resultados e com comprovações científicas. Obedece aos protocolos de uso, tornando-se uma nova perspectiva de tecnologia para a ampliação dos tratamentos de feridas.

Há programas de fitoterápicos implantados em nosso país?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a difusão dos conhecimentos necessários ao uso racional das plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos. Essa ação permitiu que um maior número de profissionais se interessasse pelo assunto, oferecendo possibilidades de tratamentos mais acessíveis para a população e implantações de diversos programas em municípios brasileiros nas últimas décadas.

Quais são alguns dos fitoterápicos utilizados nesses programas implantados no país?

Os fitoterápicos escolhidos nesses programas variam de acordo com os biomas onde esses municípios se encontram. Destacamos algumas plantas utilizadas, como: a aroeira-do-sertão (Myracroduon urundeuva), a babosa (Aloe vera ou Aloe barbadensis), o pau-d’arco (Tabebuia avellanedae), a calêndula (Calendula officinalis) e a andiroba (Carapa guianensis).

Quais fitoterápicos podem ser utilizados na cicatrização de feridas?

A aloe vera ou aloe barbadensis, o confrei (Symphytum officinale), a camomila (Matricaria recutita), a hamamélis (Hamamellis virginiana) e o barbatimão são algumas plantas de escolha para a cicatrização de feridas.

No Brasil, quais são as políticas públicas que amparam o uso de fitoterápicos?

Em 2006, segundo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, dentro da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. Ele norteia todas as ações para o uso seguro e racional dos fitoterápicos no país.

Como o profissional de saúde pode incorporar a fitoterapia em sua prática clínica?

O profissional de saúde que deseja incluir a fitoterapia em seu processo de cuidado necessita especializar-se, por meio de cursos regulamentados, e seguir as orientações de seus conselhos profissionais para as devidas prescrições.

Quais são os benefícios da escolha do tratamento com fitoterápicos aos clientes portadores de feridas?

As feridas crônicas, devido ao seu caráter multifatorial, geram tratamento de alto custo para os pacientes. A busca por tratamentos que conciliem as tecnologias alternativas, como a fitoterapia, leva à escolha mais econômica a ser oferecida na recuperação do paciente portador de lesões de pele.

Conteúdo elaborado com a colaboração de:

Enfermeira Silvana Capelletti Nagai
Mestre em Enfermagem e especialista em Administração Pública e Fitoterapia

Enfermeira Lucia Helena Lucato
Especialista em Fitoterapia

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